A QJ Motor é uma marca chinesa, mas com o crescimento no mercado europeu que se revela muito mais exigente que o chines relativamente à qualidade e ao pós-venda, tem vindo a melhorar os seus padrões. Entrar num mercado onde não se conhecem os critérios nem sempre é fácil, mas com a família Bordoy como ponta de lança no velho continente tem se verificado um ajuste perfeito ao mercado existente. Se a marca já tinha uma vasta gama de scooters para todos os gostos e feitios, esta 125N vem provar que a marca não entrou neste segmento para brincar, mas sim para ganhar.
POR Margarida Salgado • Fotos Roger Rovira e Isaac Farrés

Isso fica bem claro desde logo pelo motor de 125 cc, monocilíndrico SOHC de 4 válvulas, com uma potência máxima de 15 cv e um binário de 12 Nm às 8250 rpm, que se coloca perto do limite máximo na categoria.
Monta um Sistema Micro hibrido que permite a inversão da polaridade do alternador para funcionar como um motor auxiliar proporcionando acelerações rápidas. Na realidade a marca anuncia um aumento de meio cavalo no arranque quando ativo. Honestamente, a moto tem um arranque impressiona, não parecendo de todo um arranque de uma 125 cc, mas na prática, com ou sem modo ativo pareceu-me igual. Gostaria de ter sentido mais robustez e energia nas velocidades mais altas.

Suspensões refinadas
A suspensão dianteira é uma forquilha telescópica com 100 mm de curso e a traseira com duplo amortecedor ajustável na pré-carga.
No passado, noutros modelos, houve pequenas criticas à estabilidade/linearidade em curva e em velocidades mais elevadas. Neste modelo esse pequeno detalhe veio totalmente corrigido, superando todas as expectativas relativamente às sensações de segurança/firmeza em condução e também ao nível do conforto.

Parar em segurança
No capítulo da travagem, contamos com um travão dianteiro de um disco flutuante de 256 mm com dois pistões e o traseiro é de 240 mm com pinça flutuante e pistão simples. A nossa segurança sai reforçada graças ao ABS e controlo de tração.
Relativamento ao tacto, a sensação que temos é ligeiramente esponjosa, mas fica-se apenas pela sensação, já que os travões cumprem a sua função com distinção.

Tecnologia de ponta e muitos acessórios
O painel TFT tem 7’’, mostra uma boa leitura e está repleto de informação e detalhes sobre a moto, incluído a pressão dos pneus. A conectividade passou a ser indispensável e por isso mostra-se de fácil emparelhamento com a app dedicada. A tecnologia está também aplicada à ignição, uma vez que esta é keyless. Num primeiro contacto parece complicado o processo, mas a chave emite sinais sonoros que nos ajuda a compreender melhor todo o procedimento. A iluminação é LED, e na frente está integrada na carenagem para conseguir um aspeto mais premium.

Tem para-brisas regulável eletricamente, descanso lateral e central e travão de estacionamento.Um ponto a evidenciar são as manetes ajustáveis. Quem tem “mãos de princesa” agradece e não se encontram tão facilmente neste segmente. Tem também imenso espaço de armazenamento. Podemos guardar dois capacetes debaixo do assento (um integral e um jet), tem porta-luvas com USB e USBc.
Design e estética
Apresenta-se em três cores, o vermelho (num tom aberto lembrando a “Ferrari”), o preto e o cinza que está na moda, integrando detalhes cromados e despolimento das jantes. Na realidade a marca esforça-se para ter acabamentos com alguma distinção, independentemente dos gostos.

Capacidade e Consumo muito contido
É comum neste segmento termos opções muito económicas, que em conjunto com depósitos generosos de combustível, temos como resultado final, poucas visitas às gasolineiras. Neste caso em concreto, falamos de um consumo que está bastante otimizado, pois falamos de cerca de 2,6 litros por cada 100 quilómetros percorridos e um depósito com 12 L de capacidade, deixando antever uma generosa autonomia. Tem também start/stop.

CONCLUSÃO
Se no passado existiam motos boas e outras menos boas, essa Era já passou há muito. As marcas, independentemente da sua origem estão comprometidas com a qualidade e o sucesso. Os chineses são e estão empenhados em demostrar à Europa que merecem consideração e confiança.
Esta 125N é prova disso, a robustez dos materiais é indiscutível, a ciclística cumpre o que se espera de uma 125cc e apresenta a tecnologia pedida pelo consumidor.
Dando continuidade à aposta da marca, é de chamar à atenção o cuidado que está a ser dado na pós-venda e que lhe é merecida.
ficha técnica
QJ Motor Fort 125N
Motor Monocilíndrico, 4T, refrigerado por líquido
Distribuição Árvore de cames à cabeça, quatro válvulas
Cilindrada 125 cc
Potência Máxima 14,7 cv às 8500 rpm
Binário Máximo 12 Nm às 8250 rpm
Versão limitada A2 –
Embraiagem Automática, CVT
Final Por correia
Caixa Automática
Quadro Estrutura tubular em aço
Suspensão Dianteira Forquilha telescópica, curso de100 mm
Suspensão Traseira Duplo amortecedor, ajustável na pré-carga
Travão Dianteiro Disco, 256 mm, pinça de 2 pistões, ABS
Travão Traseiro Disco, 240 mm, pinça de êmbolo simples, ABS
Pneu Dianteiro 120/70-15”
Pneu Traseiro 140/70-14”
Comprimento Máximo 2165 mm
Largura Máxima 765 mm
Distância entre eixos 1480 mm
Altura Máxima 1320 mm
Altura do Assento 780 mm
Depósito 11,7 litros
Peso (a cheio) 160 kg
Cores Cinza, vermelho e preto
Garantia 6 anos
Importador MB Motor Portugal
PVP 3.990€
PONTUAÇÃO
QJ Motor Fort 125N
Estética 4,5
Prestações 4
Comportamento 3,5
Suspensões 3,5
Travões 3,5
Consumo 4
Preço 3,5



