Uma aventura também em defesa do património
Como forma de reduzir riscos de incêndios e a erosão dos solos, os motociclistas e a Federação de Motociclismo de Portugal regressam com a 8.ª Campanha Reflorestar Portugal de Lés-a-Lés, certos do caminho a seguir na defesa da floresta nacional.
Iniciativa que, uma vez mais, vai levar árvores autóctones para plantar nos locais atravessados pelo 11.º Portugal de Lés-a-Lés Off-Road, juntamente com a sensibilização da importância de uma correta defesa da floresta lusitana junto dos mais novos.

Iniciativa que arranca em Vila Verde, Braga, no dia 1 de outubro, com uma ação educativa nas escolas do concelho e a plantação de árvores de espécies mais adequadas e naturais da região, aproveitando a presença dos participantes no Lés-a-Lés Off-Road. Que, nesse dia, cumprem as Verificações Técnicas e Documentais antes da aventura que os levará a atravessar o País, até Portimão, maioritariamente por caminhos de terra batida. Forma única de conhecer um Portugal diferente e perceber como poucos a descaracterização das serras portuguesas e os riscos inerentes à adoção de espécies pouco adaptadas aos solos e climas de Portugal continental.
Nas escolas, os mais jovens receberão ainda uma banda desenhada especificamente criada pela FMP para uma maior eficácia da mensagem que será transmitida em ações que costumam ser recebidas com enorme entusiasmo por parte dos alunos do ensino básico.

Atravessando o mapa continental de Vila Verde a Portimão, com paragens em Viseu e Almeirim, o 11.º Portugal de Lés-a-Lés Off-Road levará um importante reforço da esperança ambiental a estas cidades, ao mesmo tempo que permite a descoberta de paisagens únicas, num evento turístico e não competitivo que surge este ano repleto de novidades. Assim, a grande maratona mototurística na variante de todo-o-caminho terá um percurso bem diferente do habitual, com partida no verde Minho e pisos menos exigentes para máquinas e condutores, longe da dureza do Nordeste Transmontano e do Douro Internacional. Um passeio que, no entanto, contará, ainda e sempre, com as dificuldades próprias das serranias de Valongo, Freita e Arada, na primeira etapa com término em Viseu.

Daí até Almeirim, a maior aventura não competitiva do todo-o-terreno nacional passará pelos conhecidos pisos mais secos na parte inicial da jornada, onde abundam os eucaliptais, antes de rumar a um Ribatejo mais fresco e agrícola, para, no último dia, descer até ao Algarve com passagem junto ao Parque natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, contando mesmo com pequenos troços em areia antes da serra algarvia, em direção a Portimão.

Um evento de turismo / aventura que, pelas próprias exigências do terreno, aconselha alguma experiência de condução em ‘off-road’ e cujas inscrições, a decorrer em muito bom ritmo, encerram já no dia 14 de setembro no site oficial do evento. Um verdadeiro dois-em-um, juntando a oportunidade de descobrir o País fora dos trajetos convencionais, com cerca de 300 km diários por estradões de terra batida, ligações rurais e alguns caminhos de cabras, à possibilidade de contribuir para a preservação e reforço da floresta autóctone, com todas as reconhecidas vantagens para o meio ambiente.



