fbpx
  • Revista Carros
  • Revista Motos
  • MotoSport
  • Moto Mais
  • OffRoad Moto
  • Mundo Náutico
  • Calibre 12
revistamotos.pt
  • Notícias
  • Crónicas
  • Competição
  • Dossiers
  • Vídeos
  • Mototurismo
  • Testes
  • Revistas Digitais
  • Assinaturas
  • PROJETO VVE
Sem resultados
Ver todos os resultados
revistamotos.pt
  • Notícias
  • Crónicas
  • Competição
  • Dossiers
  • Vídeos
  • Mototurismo
  • Testes
  • Revistas Digitais
  • Assinaturas
  • PROJETO VVE
Sem resultados
Ver todos os resultados
revistamotos.pt
Sem resultados
Ver todos os resultados

Recordar BMW R75/5 – O encanto do motor Boxer

Redação Por Redação
6 Março, 2025
em Testes
0
ADVERTISEMENT
Share on FacebookShare on Twitter

Quando, ainda em 1969, a marca bávara lançou a Série 5, com as denominações R50, R60 e a topo de gama, que aqui apresentamos, R75, causou grande impacto no mundo das motos. Modelos pautados pela qualidade de construção e acabamentos, dotadas de arranque elétrico (algo raro à época) e pedal, componentes bem dimensionados, peso contido, confortáveis, motor fiável e robusto. Fortes argumentos para enfrentar as rivais na época!

POR: Pedro Pereira
FOTOS: Paulo Calisto

Se quisermos viajar às origens deste peculiar motor Boxer, teremos que recuar até 1887 quando foi apresentado ao mundo pelo genial engenheiro Karl Benz, mas vamos antes focar-nos na sua utilização pela marca alemã, que o continua a usar ainda nos dias de hoje e com excelentes resultados. Após a pesada e humilhante derrota na 1.ª Guerra Mundial, a Alemanha havia sido proibida de produzir aviões e motores para estes, como forma de tentar travar quaisquer propósitos belicosos que pudessem existir. Naturalmente que as empresas alemãs, incluindo a BMW, tinham de sobreviver e é aí que surge o criativo engenheiro Martin Stolle. Usando a arquitetura boxer, desenha um motor de dois cilindros, com 500 cc, refrigerado a ar e com câmaras de combustão opostas horizontalmente, mas para aplicação em motos.

Os primeiros motores começaram a ser produzidos ainda em 1920 e demorou apenas três anos para que a BMW criasse uma moto de raiz, utilizando o motor de arquitetura boxer. Com o lançamento, em 1923, da inovadora R 32, o motor boxer passou a ser associado à marca alemã e ainda o ano passado esta arquitetura de motores completou o seu centésimo aniversário. Novos desenvolvimentos, mais uma Guerra Mundial, a Alemanha de rastos, mas o boxer sobrevivia a tudo e a todos, sendo que no final da década de 60 o construtor alemão apresenta a Série 5 e o motor boxer está agora melhor que nunca, embora com nítidas semelhanças com o da pioneira R 32. Em rigor, as primeiras alterações dignas de monta só surgiram com a adoção da injeção. A BMW Série 5 era de construção modular. Um verdadeiro “três em um”, sendo que as três motos eram basicamente iguais, tirando alguns autocolantes e o motor que se declinava no modelo de entrada, o R50/5, de 498 cc, o intermédio R60/5 de 599 cc e o topo da pirâmide R75/5, com 745 cc com uns respeitáveis 50 cv e um elevado binário de 60 Nm.

O branco tem muito encanto

Apesar da tradicional sobriedade da marca alemã, não há como negar que este branco tem um charme único e nos conquista ao primeiro olhar, mais ainda com as malas Krauser, de 20 litros cada, originais da época, reforçando a capacidade de viajante incansável desta moto e este motor de maior cilindrada. O exemplar de 1970 que aqui apresentamos, está num estado de colecionador e o seu proprietário, Octávio Sousa, usa-a regularmente. É a moto que nunca o deixa ficar mal, desde que tenha em atenção alguns detalhes, nomeadamente a limitada capacidade dos travões, sobretudo se tivermos em linha de conta a performance do motor. Já foi alvo de trabalho de restauro e os manómetros já não são os originais, mas a moto no seu todo está praticamente perfeita e até o delicioso pormenor da pala no farol dianteiro lhe assenta bem, tal como as proteções dos cilindros.

Esta R75/5 é uma moto encantadora e independentemente do ângulo de visão consegue conquistar-nos. Uma moto bem-nascida e muito apreciada também pelas forças de segurança, sendo que equipou as forças policiais de muitos países, tal a sua robustez e simplicidade.

Impressões de condução

Como não podia deixar de ser, um teste desta natureza só podia ficar completo com alguns quilómetros ao guiador (perigosamente estreito) para melhor desfrutar das suas potencialidades e perceber as suas limitações.

O ritual de arranque é simples com o motor a frio, mas obedece a uma ordem: abrir as duas torneiras de gasolina para que os carburadores Bing possam alimentar os cilindros, “enriquecer a mistura ar/gasolina”, ignição ligada e só depois dar uso ao motor de arranque ou, em alternativa, ao pedal que fica em posição transversal e obriga a algum exercício. Quando o motor atinge alguma temperatura podemos “empobrecer a mistura” e fazer-nos à estrada, sendo que o motor, ao ralenti, tem aquela tradicional vibração, mas que desaparece assim que arrancamos e percebemos como esta moto é especial. A embraiagem é algo pesada e sente-se a transmissão secundária, mas nada que nos preocupe e estamos a falar de uma senhora com mais de 50 anos que merece muito respeito, carinho e gosta de ser tratada como tal. Ainda assim, aceita uma toada mais desportiva, desde que se tenham em conta as suas especificidades. Apesar do peso ligeiramente superior a 200 kg, deixa-se conduzir com facilidade, o motor é suave e muito disponível logo a baixas rotações. O quadro tem uma rigidez assinalável e as suspensões cumprem, desde que não sejamos muito exigentes ou o piso não esteja muito degradado. Já os travões são o seu verdadeiro Calcanhar de Aquiles. Na R50/5, com os seus modestos 32 cv, certamente que cumprem, mas nesta moto a situação é mais delicada, até porque a sua velocidade de ponta é elevada e dá facilmente para fazer voar pontos na Carta de Condução. Para agudizar, ao ter apenas quatro velocidades, não podemos reduzir de forma mais empenhada ou corremos o risco de bloquear a roda traseira com relativa facilidade e ficarmos em problemas. A solução passa mesmo por acelerar apenas um pouco mais onde tivermos condições para o fazer. Esta duas limitações, sobretudo face às motos japonesas que agora estavam a chegar, só foram corrigidas na geração seguinte, em 1974, com a Série 6, com a adoção de uma caixa de cinco velocidades e pelo menos um travão de disco na roda dianteira.

Notas finais

Mesmo a R 50/5 e a R60/5 já carregam toda a mística e encanto do motor boxer, mas nesta versão mais potente somos transportados para um mundo superior e desfrutamos em pleno de uma moto que nos consegue fazer esboçar grandes sorrisos.

Naturalmente que, para os cânones atuais, é uma moto completamente datada, nomeadamente no que à segurança diz respeito, mas a sua graciosidade e encanto estão lá todos. É uma moto clássica em estado puro e a sua tendência para continuar a valorizar mostra isso mesmo.

Pontuação:

Estética4
Prestações4
Comportamento3,5
Suspensões3
Travões2,5
Consumo4

Ficha técnica:

Motor Bicilíndrico boxer horizontal, refrigeração a ar
DistribuiçãoQuatro tempos, duas válvulas por cilindro
Cilindrada745 cc
Potência50 Cv às 6200 rpm
Binário60 Nm às 5000 rpm
EmbraiagemDiafragma a seco
FinalCardã
CaixaQuatro relações
ArranquePedal e elétrico
QuadroAço tubular, com sub-quadro aparafusado
Suspensão dianteiraGarfo hidráulico 208 mm de curso
Suspensão traseiraDois amortecedores, 125 mm de curso
Travão dianteiroTambor de 200 mm
Travão traseiroTambor de 200 mm
Pneu dianteiro3.25/19
Pneu traseiro4/18
Comprimento total2100 mm
Largura total850 mm
Altura total1040 mm
Distância entre eixos1380 mm
Altura do assento850 mm
Peso210 Kg
Depósito24 litros
CoresVariáveis ao longo dos anos
ImportadorBMW

Equipamento Usado:

Capacete: Schuberth S3

Casaco: Merlin

Luvas: VQuattro

Calças: Alpinestars

Botas: Forma

Tags: BMW R75/5destaqueRevista Motos

RELACIONADOS

Contacto Triumph Bobber / Speedmaster / T120 – Refinadas
Motomais

Contacto Triumph Bobber / Speedmaster / T120 – Refinadas

A Triumph realizou no final do ano passado uma das suas maiores apresentações de sempre nos Estados Unidos da...

Por Fernando Neto
25 Março, 2026
Contacto Harley-Davidson Pan America 1250 ST – Crossover
Notícias

Contacto Harley-Davidson Pan America 1250 ST – Crossover

Introduzida no mercado em 2021, a Harley-Davidson quebrou por completo todas as convenções e estratégias que vinha apresentando até...

Por Fernando Neto
24 Março, 2026
Contacto Honda CUV e – Procura da neutralidade carbónica
Motomais

Contacto Honda CUV e – Procura da neutralidade carbónica

CUV significa “Clean Urban Vehice”. Esta sigla no passado já tinha aparecido em modelos da Honda mas agora veio...

Por Fernando Neto
23 Março, 2026
Contacto Novidades Segway – Experiência inesquecível
Motomais

Contacto Novidades Segway – Experiência inesquecível

E se de repente recebessem um convite para testar as mais recentes novidades da Segway na Áustria? E se...

Por Fernando Neto
11 Março, 2026
Próximo Post
Moto mais potente da Harley-Davidson custa tanto como um Corvette Z06

Moto mais potente da Harley-Davidson custa tanto como um Corvette Z06



ADVERTISEMENT
  • FICHA TÉCNICA
  • POLÍTICA DE PRIVACIDADE
  • TERMOS E CONDIÇÕES DE UTILIZAÇÃO
  • ASSINATURAS
  • CONTACTOS

Copyright © 2023 - revistamotos.pt

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Notícias
  • Crónicas
  • Competição
  • Dossiers
  • Vídeos
  • Mototurismo
  • Testes
  • Revistas Digitais
  • Assinaturas
  • PROJETO VVE

Copyright © 2023 - revistamotos.pt