‘Lés-a-Lés’ planta mais de uma centena de árvores em Faiões, com Chaves a abrir portas à reflorestação autóctone.
Reforçando o compromisso de devolver à floresta portuguesa todo o esplendor e de recuperar as vantagens que só os bosques com árvores autóctones podem garantir, a Federação de Motociclismo de Portugal continua a sensibilizar clubes e populações para a necessidade de recuperar de forma consciente a paisagem lusitana tão fortemente fustigada pelos incêndios dos últimos anos. Desta forma, e cumprindo a promessa de concretizar estas ações para além das Campanhas de Sensibilização ligadas aos eventos Portugal de Lés-a-Lés, a FMP juntou motociclistas de vários pontos do País aos voluntários do Grupo Motard de Chaves e aos habitantes da aldeia flaviense de Faiões para plantar mais de uma centena de árvores autóctones da região transmontana.
Com um destaque natural para os carvalhos roble e negral, tão típicos da região, os motociclistas plantaram ainda os mais raros mostajeiros, juntamente com azereiros, amieiros, freixos, bidoeiros e sobreiros, cumprindo a palavra dada aquando da partida do 10º Portugal de Lés-a-Lés Off-Road, em Chaves, no passado mês de outubro. Uma iniciativa que contou uma vez mais com a disponibilidade e apoio do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e uma excelente energia transmitida por todos os voluntários e que foi acompanhada de outros momentos particularmente importantes.
De grande relevância foram as curtas palestras de sensibilização, dadas antes e depois da plantação e atentamente ouvidas pelos residentes de Faiões e motociclistas locais, para o necessário esforço na manutenção do terreno plantado. Contando com o testemunho do presidente da Junta de Freguesia de Faiões, Luís Oliveira, e de responsáveis pelos baldios da área, foram ainda sublinhados os perigos inerentes à profusão de acácias, uma das piores pragas vegetais que afeta Portugal.
E foi também incentivada a continuação deste trabalho pelos montes da freguesia e do concelho, muito afetados por incêndios florestais, já que esta iniciativa foi apenas o ‘pontapé de saída’ para se voltar a ter verdadeira floresta na região, água nas fontes, saúde e proteção contra os incêndios. Porque só com uma reflorestação cuidada, privilegiando as espécies autóctones de cada região, é possível mitigar a degradação da paisagem, tarefa em que a Federação de Motociclismo de Portugal e os motociclistas continuarão inteiramente empenhados.
