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Contacto Yamaha Tracer 7 e Tracer 7 GT

Fernando Neto Por Fernando Neto
9 Janeiro, 2026
em Mototurismo, Testes
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A europeia mais desejada

Portugal é dos destinos europeus mais desejados e premiados e, em 2024, recebeu mais de três dezenas de World Travel Awards. Verdadeiros ‘óscares’ do turismo que dão a garantia, não só a quem nos visita mas também cada vez que se viaja de moto pelo nosso País, de encontrar paisagens deslumbrantes, hotéis encantadores, restaurantes deliciosos e aventuras de tirar o fôlego. Será a Yamaha Tracer 7 (ou a Tracer 7 GT) uma boa companhia para essa descoberta?

POR PAULO RIBEIRO/MOTOX.PT  • Fotos YAMAHA

A ideia de uma viagem nunca passa – nem pode passar! – apenas pelo destino, devendo valorizar-se sobretudo a forma como se chega até lá, a viagem em si. Porquê partir à descoberta de de locais surpreendentes se não aproveitarmos as belíssimas e divertidas estradas que temos em Portugal? Que desperdício… E quem fala neste cantinho à beira-mar plantado pode perfeitamente estender este pensamento a toda a Europa.

Algo em que a Yamaha pensa há muitos anos, criando mesmo o lema Roads of Life, e que esteve na base da primeira Tracer 700, desvendada no final de 2015. De então para cá foram vendidas mais de 60 mil unidades, sendo o modelo mais bem-sucedido no segmento ‘sport-touring’ na Europa. Por isso, seguindo a velha máxima de que ‘em equipa que ganha não se mexe’, a Yamaha voltou a apostar no refinamento da Tracer 7/Tracer 7 GT, sem revolucionar o conceito de provas dadas. Por um lado, colocou-a (versão GT) mais próxima do nível de equipamentos da Tracer 9 e por outro, conseguindo respeitar os limites a normativa Euro5+ sem beliscar as performances, reforçou os argumentos de um dos mais desejados degraus de entrada no segmento intermédio.

Pensada e definida em Amsterdão (Países Baixos), desenhada e desenvolvida em Lesmo (Itália) e produzida em Saint Quentin (França), esta japonesa é mais europeia do que muitas propostas com emblemas do Velho Continente. Afinal, desde a primeira versão, é manifesto o cuidado na adaptação aos gostos e necessidades dos motociclistas europeus, preocupação que continua em 2025. Tanto para os mais desportivos ‘urban commuters’ como para aspirantes à categoria de Grande Viajante.

Bloco de provas dadas

Pode parecer estranho gastar tanto espaço para explicar esta ‘origem europeia’, mas, na verdade, aqui reside boa parte do sucesso da Tracer 7, sendo que, a partir daqui, é mais fácil perceber as opções técnicas. A começar pelo motor! O conhecido bloco CP2, do qual foram fabricadas mais de 400 mil unidades utilizadas também na naked MT-07, na trail Ténéré e na desportiva R7, mantém o carácter vivo e jovial próprio da configuração da cambota que gera a ignição desfasada dos cilindros. Um pulsar diferente, oferecedor de uma sonoridade única e respostas imediatas, que ficaram a ganhar com a adoção do acelerador eletrónico (YCC-T) com sensor de posição montado no punho, oferecedor de maior sensibilidade em todos os movimentos.

Respeita a norma Euro5+ e apresenta os mesmos números de potência e binário máximos, mas as curvas estão ligeiramente diferentes, mais ‘planas’ reflexo de uma melhor entrega de potência desde as baixas rotações. No entanto, onde se nota maior diferença é na transmissão, com maior suavidade na engrenagem das relações e uma embraiagem assistida que é um primor de facilidade. Caixa verdadeiramente deliciosa, sobretudo numa condução mais desportiva, sendo mais fácil e fluida desde o movimento da manete e sem o risco de bloquear a roda traseira nas reduções mais brutas. E que pode ficar ainda melhor com o Quick Shifter de 3ª geração, opcional que pode ser instalado graças à adoção do acelerador eletrónico.

Bloco motriz de enorme versatilidade, verdadeiramente multiusos, entre a suavidade turística e a agressividade desportiva, passando pela reatividade urbana. E que, graças ao novo sistema YCC-T, ganhou prático ‘cruise-control’ e a possibilidade de mudar o carácter do motor. Dois modos pré-definidos (Sport e Street) com variação na entrega de potência e no controlo de tração, a que se junta um modo personalizável que permite mais variações. Como a entrega ainda mais suave de potência (para caso de chuva ou condições de aderência mais delicadas) até à possibilidade de desligar o controlo de tração.

Diferenças escondidas debaixo de roupas novas

Até aqui, a escassa lista de diferenças poderia levar a pensar que se tratou apenas de uma ligeira remodelação da Tracer 7 quando, na verdade, as mudanças foram muitos e relevantes na hora de ir para a estrada. Deixando de lado a apreciação estética, olhemos com mais atenção para o ‘interior’, para uma ciclística que ajuda a perceber a profundidade das mudanças. Os técnicos da Yamaha entenderam que era necessária maior rigidez e reforçaram o quadro, mudando a forma, o diâmetro e a espessura dos tubos, bem como as placas de reforço. Com natural incidência na parte posterior, pensando nas viagens a dois e com bagagem. Mas foram mais longe e aumentaram a estabilidade de forma bastante notória sem que isso implique menor agilidade. Por partes.

No primeiro ponto, destaque para o braço oscilante mais comprido (40 mm face à anterior versão, +100 mm do que na MT-07), com sistema progressivo revisto e um amortecedor ajustável em pré-carga e extensão. Curvas rápidas, ou mesmo muito rápidas, são agora encaradas de forma ainda mais descontraída, com garantia de elevada precisão e sem movimentos estranhos. Por outro lado, o aumento da distância entre eixos foi ‘compensado’ com ajustes no quadro, uma nova forquilha invertida (finalmente!) e um guiador mais largo. Detalhe que pode parecer de somenos importância – afinal são apenas 35 mm na largura total! – mas que ganha outra dimensão quando percebemos que as mãos estão agora mais afastadas (5 cm) e em posição mais alta (3 cm). O que quer dizer que, para lá das vantagens ergonómicas e de conforto, fica a ganhar a facilidade e rapidez nas mudanças de direção graças ao maior poder de alavancagem.

Claro que isso implicou outras mudanças, nomeadamente com a nova forquilha desenvolvida pela KYB a mostrar maior rigidez. Mas também melhor feeling, com boa leitura do asfalto e das tendências momentâneas do pneu dianteiro, com ajuda dos ‘risers’ do guiador integrados na mesa superior da direção. O que foi particularmente relevante na entusiasmante N304, uma das estradas mais divertidas de Portugal e por onde passou a apresentação internacional da Yamaha Tracer 7. As constantes mudanças de direção, com os mais variados ângulos, muitas vezes com travagens fortíssimas, permitiram tirar o máximo partido deste feedback para andar rápido com grande segurança.

Neste capítulo, importa também referir o equipamento de travagem que ganhou pinças de fixação radial, juntando maior precisão e modularidade à reconhecida potência de desaceleração. Impressionante desde o primeiro toque, controla-se facilmente com dois dedos desde os pequenos acertos de velocidade até à paragem absoluta. A redução das forças de flexão durante a travagem reforça a sensibilidade e a capacidade de doseamento à entrada de curva. Ou mesmo em caso de necessidade de pequenos ajustes a meio da curva sem sustos de maior, por força de uma progressividade exemplar.

Tempo de contemplação

Parados no alto da serra de Montemuro, mesmo na divisão entre os concelhos de Castro de Aire e Cinfães, tempo para apreciar a evolução estética e as diferenças entre as duas Tracer 7. Desde logo ressalta o facto de, apesar da maior fluidez das linhas e aspeto mais esguio e compacto, serem facilmente reconhecíveis os traços de família. Nomeadamente desde as tampas laterais do radiador seguindo pelo depósito e laterais, sem interrupções, numa imagem mais harmoniosa. Com as motos lado a lado, fácil se torna enunciar as diferenças entre a Tracer 7 e a versão GT, com para-brisas diferentes, entre o mais curto e fumado da versão ‘normal’ e o mais largo e transparente da GT. Idêntica é a possibilidade de ajuste manual, bastante simples e com apenas uma mão, e a razoável capacidade de proteção. E que, salvaguardando as diferenças de forma e dimensão, acaba por deixar melhor impressão na versão mais baixa. Não que seja melhor no absoluto, mas porque, atendendo ao facto de ser mais pequena, revelou-se mais eficiente. Já na GT, bastante boa para condutores até 1,75 m, pode sentir-se o efeito ‘cobertor’. Que quando se puxa para tapar a cabeça, deixa os pés a descoberto! Isto é, ao subir os 60 mm possíveis para tentar maximizar a proteção ao capacete, acaba por deixar passar mais vento para o peito e ombros pela parte lateral. Detalhes que, no entanto, não abalaram a nota positiva em termos aerodinâmicos mesmo no troço efetuado na autoestrada A24.

Outras diferenças para lá do assento – que já agora, sublinhe-se, agradou mais na versão normal, com melhor ‘feeling’ de condução, enquanto, por força do formato, a GT apresenta alguma tendência de levar o traseiro a escorregar para diante – residem nas malas laterais de série. Com 30 litros de capacidade e a possibilidade de albergar um capacete integral, apresentam uma forma aerodinâmica que, juntamente com o inovador sistema de fixação flutuante que absorve melhor os movimentos oscilatórios não os transmitindo à ciclística de forma tão sensível e limitam as implicações com a condução. Por outro lado, a maior largura face ao guiador obriga a maior cuidado e contas bem feitas para não entrar em conflito com automóveis nem com os seus espelhos retrovisores no meio do trânsito.

Igual em ambas as propostas são os redesenhados protetores dos punhos, mais elegantes e mais protetivos, ou a prática tomada USB-C em prática posição central mesmo por debaixo do também novo painel de instrumentos. Um ecrã TFT de 5 polegadas em posição mais elevada e vertical para melhor visualização, com três opções de visualização, variando a imagem de fundo entre o mais simples e desportivo, e as informações supercompletas para uso turístico. Painel gerido através de novo conjunto de comandos que inclui um joystick 5 eixos que torna bastante fácil todas as operações.

Igual nas duas versões é também o amortecimento. Igual por dentro, incluindo os ajustes em recuperação, mas revelando diferenças de ‘estatuto’ por fora. A forquilha invertida surge anodizada em dourado e o amortecedor traseiro ganha manípulo de ajuste remoto no caso da GT. Já agora, explicar também que a GT, mais pesada 9 kg, apresenta um comportamento de maior estabilidade em reta e curvas largas, com o acréscimo de peso a não ser particularmente penalizador em termos de estabilidade, graças a uma geometria original que privilegia a agilidade.

Conclusão

Claro que existem outras diferenças. Desde logo nas decorações disponíveis, com a Yamaha Tracer 7 em vermelho Redline ou preto Midnight, e a GT nos mais exclusivos arranjos gráficos Icon Performance ou Tech Black. E, claro, o preço! Os 1590 euros de distância, justificados pelo nível de equipamento superior, incluindo os punhos aquecidos de série na GT, abrem campo a opções diversas daquela que é uma das melhores opções no segmento de entrada da Sport Touring, onde existe uma concorrência cada vez mais feroz.

Tags: motosRevista MotosTouringTracerYamahaYamaha Tracer 7

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