CUV significa “Clean Urban Vehice”. Esta sigla no passado já tinha aparecido em modelos da Honda mas agora veio instalar-se no nosso mercado. Aparentemente na Europa, o mercado das motos elétricas ainda se mostra um tanto ou quanto discreto, mas é importante relembrar que a Honda procura em 2040 atingir a neutralidade carbónica.
POR Margarida Salgado • Fotos Honda Europa

Para conhecimento dos mais distraídos, importa dizer que a Honda tem neste momento no seu portefólio 13 motos elétricas lançadas mundialmente, mas, infelizmente, apenas duas dedicadas ao mercado europeu. A primeira elétrica apresentada no “Velho Continente” foi a EM1, equivalente a uma 50 cc. Agora, eis que é chegada a hora de apresentar a sua irmã mais potente, equivalente a uma 125 cc a combustão – A CUV e:.
Motor
O motor de 6kw de potência máxima é divertido e ágil. A velocidade máxima ronda os 85 km/h e tem três modos de condução, o Sport, Standart e o ECON. Falemos destes em detalhe: Sport: neste modo o arranque talvez seja o detalhe mais importante por ser bastante vigoroso; Standart: o modo mais ajustado ao dia a dia, ágil mas suave ao mesmo tempo; ECON: ideal para poupar bateria. No meio do trânsito pára-arranca, é o mais indicado.

Suspensões e travões
Na generalidade, as motos elétricas têm chegado ao mercado com qualidade de acabamentos e componentes substancialmente mais fracos do que as motos a combustão, no entanto com o mercado a crescer as exigências começam a ser outras.
Neste caso a Honda está visivelmente empenhada, e esta scooter, apesar de ainda um pouco “tímida”, surpreende pela positiva. O sistema de travagem é combinado e desempenha a sua função na perfeição.

Baterias e carregamento
A moto apresenta duas baterias amovíveis com aproximadamente 10 kg cada uma. Estas baterias estão equipadas com nova tecnologia, principalmente sensores de temperatura, de forma a garantir maior durabilidade.
Para carregar a moto temos sempre que tirar as baterias e ligá-las ao carregador. O carregador não é apenas um cabo que podemos levá-lo connosco, é volumoso e desconfortável de andar com ele no dia a dia. Isto quer dizer que é bastante limitativo, o nosso percurso tem que ser sempre controlado de forma a chegar a casa.
A marca anuncia o carregamento total (100%) em 6 horas, e 75% em 3h. A autonomia da mesma é de 70 km, dependendo do modo selecionado.

Aerodinâmica
A vantagem da Honda é ser “um mundo” no desenvolvimento industrial em variadíssimas áreas. Esta polivalência na investigação permite transportar tecnologia entre produtos. Esta scooter está repleta de detalhes aerodinâmicos. O descanso é pensado ao pormenor e vem com uma chapa lateral de forma a diminuir o atrito. Outro detalhe é uma quilha debaixo da plataforma (proveniente do MotoGP).

Tecnologia e TFT
Aqui tivemos uma agradável surpresa. Não me lembro de ver na concorrência um TFT tão completo e de qualidade superior. Dependendo da versão escolhida, pode ter conectividade e assim, viajar a ouvir a nossa musica favorita, ou transportar mapas/gps do nosso telefone para o ecrã principal.
Tanto no TFT como na app temos acesso a todas as definições do veículo. A moto apresenta smart key e botão de reverse (de recuo). Na realidade a moto é muito leve, e para nós europeus, não faz muito sentido, no entanto o mercado asiático dá muito valor a esta facilidade.

Arrumação e compartimentos
Devido às baterias, o espaço debaixo do assento não é muito. Perto das baterias tem um compartimento que caberá um par de luvas, e no bloco frontal da moto, junto aos joelhos, também encontramos um segundo compartimento onde caberá uma carteira e um telemóvel. A moto já vem com a plataforma traseira para colocar uma top case.

Conclusão
Haverá poucas scooters elétricas tão bem acabadas e com tão bom aspecto. A comodidade em meio urbano é indiscutível e em tom de dica (principalmente aos velhinhos do restelo…) deixo aqui um apelo a experimentem motos elétricas. A ausência de barulho e vibração entrega uma experiência única de condução. O ruído do silêncio permite ouvir tudo o que nos rodeia e é, de facto, uma expêriencia maravilhosa. Acrescento ainda que circular em meio urbano numa moto elétrica é bastante menos stressante e cansativo comparativamente a uma moto de combustão.
Ficha técnica
Honda CUV e
Motor Elétrico, acoplado à roda traseira
Potência Máxima 6 kW
Binário Máximo 22 Nm
Baterias 2, iões de lítio, 1,3 kWh
Tempo carregamento 6 horas (0 a 100%, 160 minutos dos 0 aos 75%)
Autonomia 72 km
Caixa Automática
Transmissão 3 modos
Velocidade máxima 83 km/h
Quadro Estrutura em tubos de aço
Suspensão Dianteira Forquilha telescópica Ø26 mm, não ajustável, curso 90 mm
Suspensão Traseira Monomortecedor, não ajustável, curso 75 mm
Travão Dianteiro Disco de 190 mm, pinça de pistão simples, Combinada
Travão Traseiro Tambor, Combinada
Pneu Dianteiro 100/90-12”
Pneu Traseiro 110/90-12”
Altura do Assento 760 mm
Distância entre eixos 1310 mm
Peso (ordem de marcha) 119 kg
Cores Branco e preto
Garantia 3 anos
Importador Honda Motor Portugal
PVP 4000€
PONTUAÇÃO
Honda CUV e
Estética 4
Prestações 3
Comportamento 3,5
Suspensões 3,5
Travões 3,5
Consumo 3,5
Preço 4



