O início do Campeonato Nacional de Enduro – CFL 2026 começou de forma auspiciosa. Contrariando as previsões mais pessimistas, a tempestade “Ingrid” deu tréguas durante o domingo passado, permitindo que os 135 pilotos inscritos enfrentassem o 21.º Enduro de Góis sob um céu sem chuva, embora com o terreno a exigir o máximo de perícia e preparação física.

Os percursos selecionados pelo Góis Moto Clube revelaram-se uma aposta ganha: apesar da lama acumulada nas semanas anteriores, o traçado resistiu e ofereceu excelentes condições para a prática da modalidade, confirmando Góis como um destino de referência mundial para o Enduro.
Julien Roussaly fez o “tri”
No plano desportivo, o grande protagonista do dia foi o francês Julien Roussaly (Sherco Portugal). Aos comandos de uma Sherco, Roussaly dominou a prova com um tempo final de 1h15m33s, garantindo aquela que é a sua terceira vitória no Enduro de Góis. O pódio da classe Elite ficou completo com Luís Oliveira (Yamaha Motobelas), na segunda posição, e pelo britânico Jack Edmondson (Triumph) – antigo Campeão do Mundo de Enduro 125cc – no terceiro posto.

Vencedores por categoria
A competitividade estendeu-se às restantes oito categorias em prova, com os seguintes vencedores: Mário Patrão (Stark Varg), entre as Elétricas; Rita Vieira (KTM), entre as Senhoras; Rui Sousa (Fantic), na categoria Open; Lucas Espinha (Beta), entre os Verdes; Pedro Oliveira (KTM) entre os Veteranos; Cláudio Belchior (KTM) entre os S-Veteranos; Duarte João (KTM), na Promoção e Abel Rodriguez (Husqvarna) entre os Hobby.

Balanço da prova
Para Nuno Bandeira, Presidente do Góis Moto Clube, o balanço da prova é extremamente positivo: “A prova foi um sucesso e diria que a temporada não podia ter começado melhor. O mau tempo deu tréguas, os pilotos gostaram bastante das especiais e os pisos resistiram à passagem dos 135 pilotos. Góis reafirmou-se como uma região espetacular para a prática da modalidade. Obrigado a todos os patrocinadores e todas as pessoas que estiveram envolvidas na organização, nomeadamente o Pedro Duarte (que se estreou como diretor de prova), mas também o Diogo Ventura, diretor adjunto que, por ter sido pai no sábado esteve ausente, mas que deu um importante contributo para que a prova fosse um sucesso.”




